Sabia que os portugueses têm uma Arte Marcial de sua autoria e que atravessou o tempo de Viriato e D. Afonso Henriques?
É verdade.É uma arte marcial que não é chinesa , nem japonesa, nem daquelas americanas que nos entram diariamente pelas TV's Cabos.
Chama-se "Luta Galhofa", é genuinamente portuguesa, é reconhecida pela Federação Portuguesa de Lutas Amadoras e tem a evolução de cintos de diferentes cores conforme a aptidão dos atletas.
A sua origem milenar dá-se em todo o norte do país com diversidades na sua denominação mas com o nome de "Luta Galhofa" a nascer no nordeste transmontano abrangendo também Viseu.
Certamente que Viriato e D. Afonso Henriques uns séculos mais tarde conheceram esta Luta genuinamente lusitana.
Estas lutas davam-se quando os filhos do sexo masculino atingiam o final da puberdade e a "Luta Galhofa" acontecia como uma espécie de emancipação de passagem à idade adulta dos filhos rapazes que passariam a ser, depois deste ritual a ser considerados Homens.
Esta Luta dava-se em grande espírito de convívio e fraternidade e era restrita unicamente a Homens que se reuniam geralmente num palheiro fechado onde a confraternização reinava, daí o nome "galhofa". Ainda hoje cada confronto começa e acaba com um forte abraço entre adversários.
O vencedor dos torneios exibia um lenço à cintura durante um ano até ao próximo torneio. Cada combate terminava assim que um dos "Homens" conseguisse que o a seu adversário tocasse com as suas costas no chão.
Quaisquer movimentos mais violentos, como puxões, murros ou pontapés, não são permitidos. A luta começa e termina com um abraço cordial. Outra regra é jogar descalço e de tronco nu, ou usar camisolas justas ao corpo para dificultar ao adversário que se agarre e calças de ganga ou de outro material robusto.
Hoje em dia o desporto é aberto ao sexo feminino.
Vários estudos têm sido levados a cabo pela Instituto Politécnico de Bragança sobre a História da "Luta Galhofa".
Certamente que é uma tradição que deverá ser apoiada e divulgada por todo o povo português por ser só nossa.
Paulo Freitas do Amaral - Licenciado e Pós-Graduado em História
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