Conversações para a construção do cemitério municipal de Guimarães - Atouguia - Parte 1
Dezembro de 1878, a Câmara Municipal de Guimarães prepara com pompa e circunstância uma grande obra para servir a população. Em véspera da data de Natal chama ao paço os representantes das maiores irmandades vimaranenses; S. Francisco, Misericórdia e S. Domingos.
O assunto envolve também a vertente religiosa e tudo teria que ser preparado com extrema diplomacia. Tratava-se da inauguração do novo cemitério municipal de Guimarães, o que iria provocar grande impacto junto da população.
As Irmandades representadas em comissões de três elementos comparecem à reunião co regedor e vereadores e ali começam por acordar alguns procedimentos em que a colaboração mútua está sempre presente.
É feita uma apresentação de um estudo comparativo com aquilo que se passa em Braga, Porto e Coimbra havendo uma apreciação pormenorizada dos parâmetros legais.
É acordado logo ali, entre todos a realização de um contrato pago pela Câmara para a condução dos cadáveres, cabendo às irmandades o pagamento de 10% do custo da limpeza do carro funerário e metade do custo do transporte dos falecidos nas instalações dos hospitais destas três ordens.
O cemitério da Atouguia viria a ser inaugurado a 11 de maio de 1879. Cinco meses depois...
Poucos anos depois, em 1887, a procissão dos finados, em 1 de Novembro iria directamente ao cemitério municipal e não às igrejas.
Paulo Freitas do Amaral – licenciado e Pós-graduado em História

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