O dia da princesa Europa, de Zeus e dos juízes alemães…
Hoje é dia da Europa. A Europa era uma princesa filha de
Agenor rei da Fenícia, que deu seu nome ao continente europeu e que foi raptada.
Não foi raptada por um ministro das finanças holandês ou por um grupo de juízes
alemães vestidos de vermelho…não, segundo a lenda foi raptada por Zeus.
Zeus apaixonou-se por
Europa tal como atualmente os países do sul da Europa se apaixonaram pela
criação de um espírito solidário com os países do norte do “velho continente”
mas a realidade é que este amor não correspondido é bem semelhante à paixão que
Zeus tinha pela sua amada. Um amor unilateral…
Sabendo da admiração que a princesa Europa tinha pelos
touros de seu pai, Zeus transformou-se num touro branco e misturou-se com as
manadas de seu pai, tal e qual como deveriam ser tratados de igual maneira
todos os países no continente…de uma forma inconfundível.
Enquanto a princesa Europa recolhia flores na praia, ela viu
o touro e acariciou-o. Vendo que era muito manso, a princesa Europa subiu nas
suas costas. Aproveitando a oportunidade, Zeus raptou-a e levou-a nas costas por
vários países até chegar à ilha de Creta.
Este percurso de Zeus por vários países da “Europa” com a
princesa Europa no seu dorso originou o batismo do continente onde vivemos.
Ironicamente o destino de Zeus foi Grego, terras estas que
são atualmente tão criticadas pelos nórdicos europeus mas que por ironia da História
estiveram até aos dias de hoje na origem da democracia e do verdadeiro espírito
fraterno europeu …
Revelando a sua verdadeira identidade à princesa no final da
viagem, Zeus tornou Europa na primeira rainha de Creta e deu-lhe três presentes
e três filhos…
Posteriormente a Rainha Europa casou-se com Asterión, rei de
Creta, que adotou os três filhos de Zeus.
A Rainha Europa na sua História mitológica aparece-nos
sempre com uma forte capacidade de adaptação social, cultural e política às
circunstâncias, mude ela de país, de família ou de cargo em reinos diferentes.
Era bom que esta capacidade de adaptação fosse inspiradora para os governantes e
magistrados dos países nórdicos pois com a pandemia que assola a Humanidade
convém não repetir erros do século passado abrindo portas para preconceituosos
espíritos que tiveram na génese de movimentos políticos como o Apartheid (Bouers)
ou o nazismo, e que além de provocarem um genocídio humanitário espalharam
tanta pobreza e miséria em todo o mundo….
Está na hora, nesta conjuntura pandémica, de exigir um
esforço conjunto, em especial aos países mais ricos, de forma a não prejudicar
sempre os europeus mais fracos e que em alguns casos como o de Portugal e o da
Grécia foram dos mais disciplinados do Velho Continente.
Veremos então se os políticos nórdicos não se descartam para
uma barra do tribunal de uma responsabilidade que também é sua e abrem desta
vez uma “caixa de pandora” de velhos nacionalismos atrozes raptando a crença
dos países do sul nos países do norte.
Aprendamos pois todos com a lenda da Europa; com a princesa
e rainha a ser multiculturais e adaptáveis, com Zeus a ser determinados a
alcançar os objetvos e com o Rei Astérion a ser tolerantes, solidários e Humanos.
Paulo Freitas do Amaral – Licenciado e Pós-Graduado em
História


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