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A mostrar mensagens de abril, 2020

A Bandeira de D. Afonso Henriques é inspirada em S. Miguel?

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Quem visita Guimarães depara-se com muitas bandeiras do 1ª Rei de Portugal, D. Afonso Henriques, nas varandas das casas dos vimaranenses. Esta bandeira (ver imagem 1) é considerada por quase todos os historiadores como a 1ª bandeira de Portugal, embora o tema não seja pacífico e haja até quem ache que ela nunca existiu... No entanto há indícios que indicam que a bandeira foi inspirada na veneração, dos primeiros Portugueses ao Arcanjo S. Miguel (ver imagem 2). Senão vejamos; A Capela de S. Miguel junto ao Castelo de Guimarães foi a escolhida para o baptismo de D. Afonso Henriques. Segundo a lenda, o mesmo S. Miguel teria aparecido e ajudado os portugueses na conquista de Santarém levando à fundação da Ordem de S. Miguel da Ala por D. Afonso Henriques. Existem historiadores que acham que há indícios de que o culto a S. Miguel seria a encarnação cristã do culto a Endovélico, o mais importante Deus pagão da antiga Lusitânia dos tempos de Viriato. Um exemplo disso seria S. ...

O que se tomava em Guimarães para curar as doenças

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Nos dias de Hoje percebemos pelos registos que existem em Guimarães que nem sempre o Hospital deteve o monopólio das “boticas” que vendiam as ervas medicinais à população vimaranense. Estas boticas vendiam ervas mas também outros produtos que as pessoas acreditavam ser milagrosas… As referências que nos chegam do séc. XVI ao séc. XIX é que existiam diversos boticários sediados em Guimarães e que a concorrência que faziam com o Hospital era grande. Estes boticários vendiam ervas medicinais, xaropes, unguentos, sementes, balsamos, sanguessugas, vinagre, azougue, pau-santo, entre muitos outros produtos… Estas ervas medicinais “compradas à porta” vinham, em muitos casos das aldeias e das freguesias ao redor de Guimarães; 1 - De Nespereira vinham ervas que curavam os “defluxos” (avenca, alcaçuz e agasalhos), para curar a inflamação das amígdalas e apoplexias vinham os xaropes de limão e cordial de chicória. 2- De Pencelo vinham ervas que curavam a Sarna, a erva molar...

Assinatura digital - 20 euros/ano - Nº4 de Maio de 2020 - Envie já um email para correiodeguimaraes@gmail.com e receba a próxima edição do Correio de Guimarães - A fazer História!

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Será que Jackie Kennedy plagiou a decoração da Casa Branca inspirando-se em Guimarães?

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  O bom gosto de Jackie Kennedy, 1 ª dama dos EUA, em relação ao bom gosto dos vimaranenses parece andar 122 anos atrasado. A Casa de Sezim (ver foto), curiosamente parece ter sido fonte de plágio da 1ª dama. mulher do Presidente assassinado Kennedy,com a finalidade desta realizar a decoração da "Sala de Protocolo" da Casa Branca em Washington com as mesma s pinturas que existiam em Guimarães. Senão vejamos as coincidências; 1- A Casa de Sezim possui as pinturas idênticas na parede com 122 anos de antecedência e quase únicas no mundo (como podemos ver pelas fotos). 2 -A fábrica na Alsácia em França, a famosa Manufatura Zuber e CIa-Rixheim onde foram encomendadas e produzidas as pinturas de parede para a Casa de Sezim em Guimarães e para a Casa Branca em Washington foi a mesma. 3- Os motivos das pinturas são nos dois casos semelhantes, entre eles, a fundação dos Estados Unidos da América. 4- A Casa de Sezim durante quase todo o século XX foi propriedade de diplo...

As irmãs religiosas merceeiras que viviam no centro histórico de Gimarães (Crónica de Paulo Freitas do Amaral)

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A Ordem das Merceeiras em Guimarães funcionava onde hoje é o recolhimento dos refugiados das Trinas no Centro Histórico da Cidade. Este local ainda existe praticamente preservado, com um grande quintal interno e com uma pequena capela que detém uma Nossa Senhora das Mercês muito bonita sendo a padroeira da antiga Irmandade feminina. Esta Instituição de mulheres era vocacionada somente à oração. O recolhimento das Trinas segundo se pode ler da própria escritura iniciou-se com uma doação de 2 500 cruzados para a escritura e funcionamento. Paulo de Mesquita Sobrinho foi o Bem feitor deste património impondo bastantes regras à Irmandade. No entanto todas as merceeiras estavam a cargo da Misericórdia de Guimarães que dava na altura um vintém por dia a cada irmã merceeira,  e alimentação. A organização interna da Irmandade estava totalmente entregue às próprias irmãs com exceção da nomeação da Irmã chefe que era indicada pelos mesários da Misericórdia. O recrutamento das r...

O vimaranense que pintou “Nossa Senhora” precisamente no local onde Jesus Cristo nasceu na Palestina(crónica - Paulo Freitas do Amaral)

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Um dos maiores pintores de sempre portugueses, vimaranense de gema, Professor Doutor em Belas Artes, com inúmeras obras em Guimarães e espalhadas por Portugal, Vaticano, Síria, Israel, Espanha, etc…foi pintor pessoal do Papa Pio XII e nomeado para representar “Nossa Senhora” na Basílica da Natividade em Nazaré no estado Palestiniano, onde toda a cristandade acredita ter sido a gruta onde Jesus Cristo nasceu. Podemos ver essa representação de Nossa Senhora de Fátima na imagem em anexo mas também representou a Nossa Senhora de Oliveira de Guimarães em mosaico. António Lino de seu nome artístico mas de apelido verdadeiro “António Pedras”, nasceu em 1914 perto do Castelo de Guimarães e dedicou toda a sua vida à cultura acabando o curso superior de Pintura com 19 valores. Veio a falecer em1996. Ainda tem uma irmã viva em Guimarães (Inês Pedras). Sócio da Sociedade Martins Sarmento e irmão da Misericórdia de Guimarães fez uma das poucas representações no país das 7 obras da Mis...

Quem eram os “Côcos” em Guimarães? (Crónica – Paulo Freitas do Amaral)

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A cidade ignorava-os e alguns nutriam mesmo desprezo e nojo pelos Côcos, não só pela sua aparência pela roupa que envergavam que lhes deu o nome devido ao chapéu que lhes cobria o rosto mas principalmente por terem uma função que poucos invejavam; a de acompanhar os mortos de condição social mais pobre até à sua última morada…Esta função estava mais exposta a um risco de contaminação das pestilências, etc… Eram cerca catorze elementos ao todo, selecionados por concursos que nem sempre eram preenchidos…no entanto mesmo assim eram assalariados pelo trabalho que realizavam. Eram vestidos durante o cortejo com túnicas pretas e com ar cerimonial. No entanto existiam muitas queixas de padres e religiosos fazendo referência às ausências dos Côcos nos funerais, tendo-se de adiar estes cerimoniais para o dia seguinte. Na cidade do porto chamavam-lhe os Farricocos.. Revezam-se uma vez por mês fazendo duas equipas de sete membros mas mesmo assim era difícil juntá-los a todos nos ...

O segredo guardado pelos monárquicos vimaranenses para restaurar a Monarquia depois da implantação da República em 1910 (crónica – Paulo Freitas do Amaral) Após o 5 de Outubro de 1910 pouca gente sabe que a Monarquia voltou a existir no Norte do país somente por 25 dias. Corria o ano de 1919 e este período ficou conhecido como a época da “Monarquia do Norte”. Este movimento monárquico agregou todo o tipo de monárquicos desde os constitucionalistas aos integralistas. Este esforço contra revolucionário liderado na região por Paiva Couceiro começou em Guimarães logo no mês seguinte à proclamação da República com a projecção de um segredo bem guardado, datado de Novembro de 1910, que previa a construção de uma carreira de treino com a existência de um quartel, onde os militares fiéis a D. Manuel II pudessem treinar as suas competências para dar o seu melhor por um movimento politico militar que fosse capaz de derrubar as instituições do novo regime republicano e restaurar a situação vigente até àquela data. Os terrenos onde se faria este campo de treino seriam cedidos pela aristocracia vimaranense como se pode ler pela legenda do projecto em anexo onde se constata que os membros nobres da cidade não se importariam de abdicar de uma pequena parte das suas propriedades com o superior propósito de defender os seus títulos monárquicos. Na legenda do projecto podemos verificar a nobreza vimaranense referida; o Conde de Margaride, o Conde de Vizela, o Padre Gaspar Leite, a D. Maria Carolina Leite D’Almeida e João Ramos. Embora refugiado na Galiza, Paiva Couceiro mantinha o contacto com os monárquicos vimaranenses e através da luta armada dos realistas consegue a instauração da “Monarquia do Norte” mais tarde em 1919, revogando desta forma na região do Minho toda a legislação republicana promulgada desde 5 de Outubro de 1910, restaurando desta maneira a bandeira monárquica, o hino monárquicos e legislando de forma intensa e infrutífera. Porém a ideia e a expectativa da restauração realista mantiveram-se até à emergência do Estado Novo, acabando o “monárquico de coração”, Oliveira Salazar, por ser o carrasco de quantos ainda sonhavam no regresso ao 4 de Outubro de 1910... O projecto da criação da carreira de treino de militares em Guimarães obedece a uma última indicação de D. Manuel II através do Ministério da Guerra, anterior ao 5 de Outubro de 1910, e a escolha do local estava a cargo dos oficiais monárquicos que lideravam ainda em Novembro de 1910 o regimento de infantaria nº 20 em Guimarães instalado no Paço dos Duques. Pelo que se sabe, nada indica que este projecto denominado “Projecto de uma carreira de tiro para a guarnição de Guimarães” tenha sido concretizado, talvez porque o Ministério da Guerra controlado posteriormente pelos republicanos não tenha disponibilizado todas as verbas necessárias para a construção do quartel. No entanto esta falta de condições para a conclusão do projecto monárquico vimaranense não foi suficiente para impedir que a “Monarquia do Norte” em 1919 tivesse lugar também em Guimarães pois a bandeira monárquica neste ano durante a "Monarquia do Norte" esteve hasteada no regimento vimaranense de infantaria nº 20 . Paulo Freitas do Amaral – Licenciado e Pós-graduado em História

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Após o 5 de Outubro de 1910 pouca gente sabe que a Monarquia voltou a existir no Norte do país somente por 25 dias. Corria o ano de 1919 e este período ficou conhecido como a época da “Monarquia do Norte”. Este movimento monárquico agregou todo o tipo de monárquicos desde os constitucionalistas aos integralistas. Este esforço contra revolucionário liderado na região por Paiva Couceiro começou em Guimarães logo no mês seguinte à proclamação da República com a projecção de um segredo bem guardado, datado de Novembro de 1910, que previa a construção de uma carreira de treino com a existência de um quartel, onde os militares fiéis a D. Manuel II pudessem treinar as suas competências para dar o seu melhor por um movimento politico militar que fosse capaz de derrubar as instituições do novo regime republicano e restaurar a situação vigente até àquela data. Os terrenos onde se faria este campo de treino seriam cedidos pela aristocracia vimaranense como se pode ler pela legenda do proje...

Portugal teve 1 Papa e Guimarães teve 2 (Crónica de Paulo Freitas do Amaral

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Quando falamos em Papas portugueses ocorre-nos logo o português Pedro Hispano ou Pedro Julião, mais tarde mundialmente conhecido por Papa João XXI. Esta personalidade portuguesa ocupou, à luz do seu tempo, o cargo mais poderoso que alguma vez um português exerceu. Mas o que é mais curioso é quase mil anos, na cidade de Guimarães, antes da criação da nossa nacionalidade, nasceu um outro Papa, de nome Dâmaso mais conhecido nos dias de hoje por Papa S. Dâmaso. Ambos os papas têm uma ligação muito forte a Guimarães. O primeiro por ter sido arcediago de Vermoim, Prior da Colegiada de Guimarães e membro nas cortes de Guimarães. Essencialmente a sua permanência como Prior da Igreja de Santa Maria foi fulcral para alargar a sua rede de contactos, a caminho do Papado. A sua relação com o Rei português na altura, D. Afonso III, teve altos e baixos mas no início do seu percurso foi essencial para vir a ocupar a cadeira de São Pedro. Por sua vez, o Papa ...
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Como se viviam as pandemias em Guimarães – Séc. XVIII e XIX (Crónica – Paulo Freitas do Amaral) As epidemias que Guimarães atravessou foram mais do que muitas mas gostaria aqui de destacar só algumas que assolaram de forma devastadora a sociedade vimaranense. A sífilis, a Tinha (espécie de sarna), a Raiva e o Sarampo são doenças infeciosas que estão registadas nos anais da história pelos relatos existentes no Hospital de Guimarães da época. Os relatos que nos chegaram aos nossos dias são principalmente sobre acerca das condições sanitárias e dos tratamentos que se davam aos doentes conforme o “mal” que detinham. No século XVIII o Hospital da Misericórdia no largo João Franco possuía na Rua da Arrochela, no piso inferior, sem qualquer tipo de acesso a luz, nem ar respirável, os contagiados pela sífilis que eram na altura altamente recriminados pela sociedade em geral com excepção daqueles que tinham “herdado” a doença por via parental. Esta doença infeciosa da ...
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O 1º colégio de Surdos-Mudos em Portugal foi em Guimarães (Opinião - Paulo Freitas do Amaral) A imagem que publico neste meu artigo é de um edifício "Santo Passo e Tôrre ameada" desaparecido da época quinhentista no Largo dos Laranjais pertencente à família Barros.  Foi nesta casa que funcionou durante muito tempo, o primeiro colégio de Surdos-Mudos em Portugal, organizado pelo Padre Aguilar na  segunda metade do Séc. XIX. Pouca gente sabe que Guimarães teve na vanguarda da educação através de língua gestual em Portugal tão usual dos nossos dias. Mais uma ação no âmbito social em que Guimarães foi também o Berço

A casa dos Freitas do Amaral em Guimarães que foi incendiada devido à política - As duas casas do Guardal (Crónica - Paulo Freitas do Amaral)

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Nos dias que correm ainda existe uma casa na praça do Toural em Guimarães que tem na sua fachada as armas e o brasão da família Freitas do Amaral. Esta casa é conhecida pelo povo em geral por "Casa do Guardal”. No entanto o que a maioria das pessoas não sabe é que a edificação desta nova "Casa do Guardal" é fruto de um orgulho familiar  devido a ter havido uma outra casa que dava pelo mesmo nome de “Casa do Guardal”(ver fotografia) mas todavia situada nas imediações do Largo do Trovador (Zona de Couros) e que foi incendiada por motivos de ordem política. Esta antiga “Casa do Guardal” mais rudimentar do que a atual “Casa do Guardal" no Toural, era propriedade dos Freitas do Amaral (Pinto de Carvalho Sousas da Silva) durante a guerra civil entre Miguelistas e Liberais. A família Freitas do Amaral, conhecida pelos vimaranenses da altura por usar capotes de camaleão com os forros dos casacos vermelhos, sinal secreto de reconhecimento entre os fiéis a D.Miguel,...

A casa do Jesuíta Campo Santo (Casa das Rotulas) e a Viela Campo Santo - Guimarães (Opinião - Paulo Freitas do Amaral)

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A celebre casa das rotulas em Guimarães onde nasceu padre jesuíta Joaquim Campo Santo foi um importante poeta religioso, teólogo e ocupou o cargo de "Geral" da Ordem Jesuíta. Esta casa que se vê na ilustração, a caminho do Largo João franco, foi muito representada no Séc.XX por artistas nacionais e internacionais. Curiosamente o executivo camarário aprovou em Reunião de Executivo de 3 de Dezembro de 2016 uma proposta de atribuição toponímica à Viela do “Carmo”, como também é popularmente conhecida, o nome de “Viela do Campo Santo”. Esta é uma Viela num local mais afastado da casa das rotulas (no Carmo) que liga a Rua Joaquim de Meira ao Largo Martins Sarmento e que não tem qualquer placa de toponímica mas que muito provavelmente está ligada ao nome de família deste famoso Padre Jesuíta Joaquim Campo Santo. No entanto, existe também outra tese popular que este nome da Viela do Campo Santo poderá ser atribuído por causa do hipotético cemitério que existiu no antigo La...

Cerco ao Castelo de Guimarães - Quando D, João I, veio por cerco a Guimarães, em 1385, junto da porta de S. Bárbara da muralha, deu-se o singular e heróico episódio em que ganharam os portugueses - Ilustração de Guilherme Camarinha

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Cerco ao Castelo de Guimarães - Quando D, João I, veio por cerco a Guimarães, em 1385, junto da porta de S. Bárbara da muralha, deu-se o singular e heróico episódio em que ganharam os portugueses - Ilustração de Guilherme Camarinha

Quando D. João V impôs ordem em Guimarães - O conflito entre Irmandades - (Crónica - Paulo Freitas do Amaral)

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Em 1734, ano em que reinava em Portugal sua Majestade o rei D. João V, dá-se o auge de um conflito em Guimarães que se vinha agudizando entre os frades menores da Venerável Ordem Terceira de S. Francisco em Guimarães (S. Paio) e a Mesa Administrativa da Santa casa da Misericórdia de Guimarães. Estas duas irmandades religiosas ainda são nos dias de hoje em Guimarães, as duas irmandades que congregam em si, o maior peso histórico, cultural e social vimanarense mas ao longo dos tempos a sua convivência nem sempre foi fácil, embora nos dias de hoje haja relações de grande amizade, cordialidade e de colaboração mútua. A 28 de Fevereiro de 1734, os mesários da Santa Casa responsáveis na altura pelos serviços essenciais à cidade de Guimarães como as prisões, o hospital, a apoio aos mais carenciados etc...tomam uma série de decisões radicais que têm por base cortar relações com a Ordem Terceira de S. Francisco. O motivo principal deste conflito foi o que na altura chamavam de "de...

Os Freitas do Amaral da freguesia de Santa Maria de Souto- Casa do Barreiro (Guimarães) - Crónica de Paulo Freitas do Amaral

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A capela da "Casa do barreiro", representada na ilustração de António Lino na freguesia de Santa Maria de Souto ainda hoje detém na sua fachada as armas dos Freitas do Amaral . É uma pequena capela que tem portão para a via pública e a maior parte da população não sabe que tanto a capela existente, a actual casa do caseiro e alpendre faziam parte da cas a do senhorio, hoje em dia separadas também pelas estradas públicas que dividem, a zona mais rural, da zona residencial. Esta casa foi da família Freitas do Amaral até princípio do Séc.XX após vários séculos de a terem construído e habitado. A casa possui um pórtico imponente, um jardim muito bonito, uma adega muito típica assim como vários recantos bucólicos que nos fazem remeter para outra época (zona do cruzeiro, poço, lago, etc...) O seu último proprietário foi o advogado António Amaral (ver foto em anexo) tendo a sua família ido viver para Viana do Castelo após a venda desta propriedade , assim como as geraçõe...

15 mortos no Toural e muitos outros cadáveres espalhados por Guimarães - 27/6/1828 (Crónica de Paulo Freitas do Amaral)

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A guerra civil portuguesa entre Liberais e Absolutistas que opunha D.Pedro IV a D. Miguel durou cerca de meia dúzia de anos de 1828-1834 e fez milhares de mortes pelo país. Guimarães não foi excepção. Durante o ano de 1828, Guimarães foi palco de fortes movimentações militares, onde se concentraram regimentos e milícias vindos das mais afastadas regiões do país. De noite eram as milícias que percorriam as ruas de Guimarães gritando vivas a D. Pedro IV, a D. Maria II e à Carta Constitucional. Durante o dia, eram as guerrilhas que no Largo do Toural soltavam vivas a D. Miguel, à Imperatriz-Rainha, à Casa de Bragança e à Igreja. O dia-a-dia em Guimarães era tenso e a desconfiança reinava entre gentes pouco dadas a entendimentos. Mas o auge desta tensão em Guimarães deu-se na última semana do mês de Junho de 1828 numa das mais sangrentas semanas que os vimaranenses viram... A 23 de Junho D. Miguel reúne cortes e é proclamado Rei absolutista no Palácio da Ajuda em Lisboa ...Logo no...
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Guimarães, bastião miguelista... palco das maiores festas de Portugal ( Crónica - Guerra civil em Guimarães - parte II - Paulo Freitas do Amaral) O episódio que descrevi no meu artigo anterior sobre a "batalha" que se travou em 27 de Junho de 1828 entre liberais e miguelistas em Guimarães com diversas mortes no Toural, etc. deu azo a que os Miguelistas, com a coroação de D. Miguel poucos dias antes deste confronto, tivessem "via verde" em Guimarães para afirmarem a sua implantação nos cinco anos consecutivos através de comemorações e festas das estruturas dominadas pelo Estado, pela Igreja e pela nobreza vimaranense. Nesta conjuntura Guimarães foi palco das maiores festas e comemorações miguelistas do país. A sociedade vimaranense encontrava-se dividida, de um lado estavam os Miguelistas, defendidos pelos fidalgos e nobres da Vila.Do outro lado, os liberais, apoiantes de D. Pedro IV, grupo fortemente representado no seio das classes populares. O centro da c...