O janelão da Igreja Nossa Senhora de Oliveira em Guimarães seria mais bonita com uma rosácea na fachada em vez de um muro

Abordo nesta crónica uma aberração arquitetónica que todos nós já reparámos mas não refletimos sobre o seu impacto para quem visita a cidade de Guimarães e sabe apreciar a vertente histórica e artística da cidade.
Falo-vos do muro construído dentro do arco na fachada principal da Igreja de Nossa Senhora de Oliveira.
Já lá vai o tempo em que foi feito o seu restauro mas parece-me a mim que a opção de se ter construído ali um muro, não foi a melhor, nem a mais estética para a uma Igreja que celebra hoje o aniversário em que foi classificada como Património da Humanidade da Unesco.
A solução que deveria estar presente na fachada da Igreja da Nossa Senhora de Oliveira deveria ser a de um vitral na fachada frontal da Igreja em formato de Rosácea. Houve tempos em já existiu ali uma solução semelhante, bem mais bonita do que a solução recente.
Não podemos desconsiderar que este “janelão” é alvo de apreciações de milhares de turistas todos os dias, num local de passagem obrigatória em Guimarães.
A solução da rosácea era bem mais artística do que o atual janelão assim como permitiria a existência de bastante mais luminosidade no interior da Igreja.
Ao que parece existe um argumento que tem a ver com a sustentação do órgão da Igreja que não permite que se faça ali novamente a construção da antiga rosácea. Mas não há nenhum estudo até à atualidade que ateste esta argumentação…
Numa conjuntura económica e social difícil como a que vivemos cabe às Instituições portuguesas locais e centrais em articulação com a Igreja, diligenciar junto das Instituições Internacionais uma intervenção que possa equilibrar uma solução de melhoria de um Património que não é só dos portugueses mas que também é de toda a Humanidade.
A elaboração de um estudo que permita a viabilidade de embelezamento desta fachada por um aparente erro de restauro parece-me importante para o embelezamento de Guimarães.
Paulo Freitas do Amaral – Historiador licenciado e pós-graduado

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