Sabia que o 1ª português a jogar futebol no estrangeiro (Lázio de Roma) foi também o autor e escultor da estátua do Marquês do Pombal em Lisboa ? Além deste feito foi também jogador do Benfica, foi Jogador do Sporting e árbitro de futebol...Saiba a história de Francisco Santos no Correio de Guimarães


Filho de um sapateiro pobre em Paiões, vilarejo de Rio de Mouro, Sintra, ficou órfão de pai aos dois anos de idade. Por iniciativa do pároco da freguesia entrou para a Casa Pia de Lisboa em 1887, revelando especiais aptidões para o desenho e para a escultura. Matriculou-se na Escola de Belas-Artes de Lisboa em 1893, onde foi aluno de José Simões de Almeida (tio), vindo a terminar o curso com distinção cinco anos mais tarde. Neste período foi jogador de futebol, inicialmente no Casa Pia e, mais tarde, a nível oficial, no Sport Lisboa e Benfica.
Em 1903 partiu para Paris, como pensionista, para frequentar a Escola de Belas Artes. A bolsa de estudo era magra e na capital francesa passou por dificuldades financeiras. Frequentou o atelier de Charles Raoul Verlet e desposou Nadine Dubose, de nacionalidade francesa. Em 1906, graças a um subsídio concedido pelo Visconde de Valmor pode partir para Roma, para prosseguir os seus estudos e aprimorar a sua arte escultórica. Foi aí que executou a estátua Crepúsculo (1906), atualmente no Museu do Chiado, em Lisboa. Ainda lutando com dificuldades financeiras, agora pai de uma criança, lecionou francês e jogou futebol na equipe do Lazio, que chegou a capitanear e onde se destacou, tornando-se no primeiro futebolista português a jogar no estrangeiro.
Regressou a Portugal em 1909; no ano seguinte, no contexto da Implantação da República Portuguesa, venceu o concurso promovido pela Câmara Municipal de Lisboa para a eleição do busto feminino oficial da República portuguesa. No plano desportivo, prosseguiu a sua carreira no Sporting Clube de Portugal, como jogador. Foi um dos fundadores da Associação de Futebol de Lisboa e foi, também, árbitro de futebol.
A sua obra adota, "numa situação tardo-naturalista, intenções simbolistas" que seriam desenvolvidas de outro modo por escultores do primeiro modernismo nacional.[4] Esculpiu Salomé, 1913, Beijo, 1915, Nina (obras pertencentes ao Museu do Chiado), e Prometeu, atualmente no Jardim Constantino, Lisboa. Foi ainda autor da escultura mortuária Poeta para o túmulo de Gomes Leal, no Cemitério do Alto de São João, em Lisboa, e o principal escultor do Monumento ao Marquês de Pombal, na praça do mesmo nome em Lisboa, depois de vencer o concurso aberto em 1915 para seleção do melhor projeto (em colaboração com os arquitetos Adães Bermudes e António do Couto).
Na pintura, assinale-se a sensualidade dos seus nus femininos.
Francisco dos Santos faleceu, inesperadamente, em Rio de Mouro, onde tinha nascido, às 4 da madrugada de 29 de Abril de 1930, vitimado por uma congestão.



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