Segredo da Semana: O mistério do tesouro roubado do Centro Histórico de Guimarães
Os membros do gangue que assaltou o museu Alberto Sampaio e roubou o tesouro oferecido pelo nosso Rei a Nossa Senhora faziam parte de um Movimento Democrático de Libertação (MDLP), fundado e extinto no ano de 1975.
Tudo aconteceu a 16 de Novembro de 1975 após o período conhecido por “Verão Quente” e em pleno PREC.
Tudo aconteceu a 16 de Novembro de 1975 após o período conhecido por “Verão Quente” e em pleno PREC.
Actualmente com excepção da Diretora do Museu Soares dos Reis não existe nenhum funcionário do Museu Alberto Sampaio que esteja vivo e que tenha presenciado a este assalto ao tesouro oferecido por D. João I à Nossa Senhora da Oliveira.
Segundo a investigação que o Correio de Guimarães fez não existe qualquer documento nos dias de hoje dentro das instalações do Museu Alberto Sampaio que faça referência a este assunto.
No entanto os culpados deste roubo nunca foram presos. Tudo aponta no sentido em que o crime foi cometido por um casal com a conivência de outro que fugiram de carro.
Segundo alguns jornais da época o episódio é referido como tendo sido feito na hora de encerramento, altura em que o empregado Fernando Cunha foi agredido enquanto os assaltantes roubavam este tesouro constituído por peças e jóias de um valor incalculável.
Deste tesouro faziam parte as seguintes peças:
Coroa de Nossa Senhora da Oliveira, de ouro e pedras preciosas, do século XVIII; peitoral em prata dourada e peças preciosas, também do século XVIII; meada de ouro puro, com 32 metros; do século XVIII; passador de prata, século XIV; rosário de ouro, também do século XIV, cordão de ouro também do século XVII; orilhão de ouro, século XVII; cruz de ouro (indiana) do século XVII; e outra peça de prata do século XIV".
Muitos vimaranenses acham que neste assalto só se roubou um cordão de ouro mas o que é verdade é que o valor do “prejuízo” foi muito maior e o número de peças roubadas como descrito é muito maior.
O gangue assaltante era constituído pelo ex-primeiro-tenente fuzileiro José Maria da Silva Horta, desertor das Forças após a tentativa de golpe de 11 de Março, e por Maria Alice da Silva Marques, antiga Secretária de um dirigente do chamado Partido do Progresso.
O Tenente Silva Horta desapareceu e mais nunca ninguém o viu. Houve boatos que teria fugido para o Brasil ou para Angola. Quanto a Maria Alice chegou a ser presa em Cascais conseguindo fugir para o Hospital Miguel Bombarda onde esteve internada em modo de prisão
Ambos os assaltantes foram simbolicamente julgados em 1987, a 20 e 15 anos de prisão e ao pagamento de um milhão de contos.
Paulo Freitas do Amaral – Licenciado e Pós-graduado em História

Comentários
Enviar um comentário